segunda-feira, 8 de março de 2010

Perdi alguma coisa?

Bem é assim pelos que tiveram a ver o festival, então repararam que nas votações todo o publico estava pela canção numero 8 da Catarina, e sempre que davam menos de 7 pontos a esta canção, o publico assobiava pq sabiam que aquela que estava a ganhar não merecia ir lá fora, agora temos de ver uma coisa nisto tudo, se fosse pelo publico e por metade das pessoas em casa, era a 8 que ganhava, pq tem visual tem ritmo e tem todo o perfil para dar um bom lugar lá fora, as músicas tem de ter dança e muita coreografia como os outros países fazem para ficarem bem posicionadas na tabela de votações, e esta tinha e as outras nada disso, agora com esta musica de pasmar que ganhou a única coisa que nos vai dar é o ultimo lugar.. Enquanto houver cunhas a manipular as votações não há justiça nos concursos, o pianista é jornalista e apresentador por isso os colegas deram uma ajuda para ganhar, é só alterar os votos nada mais, e ainda deram mais bandeira foi na última votação onde fez com que ganhassem por 1 voto o que demonstra a corrupção nestes festivais, onde levaram com mais uma grande assobiadela.. Eu não sou muito de fazer criticas mas ontem foi demonstrado mais uma vez que quem vota em casa por telefone ou em outro meio qualquer, não tem qualquer valor, só dão dinheiro a RTP, as TV`s é que dizem sempre quem vai ganhar e não o publico em geral, e acreditem no que vos digo pq já trabalhei neste meio e sei como é..

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A culpa é da Dalila

Presumo que por coincidencia, a grande maioria dos dois leitores deste blogue é adepta do Sporting. De maneira que nem falo de futebol, apesar das excelentes oportunidades que o ano me tem proporcionado. Mas, agora que acabaram de eliminar o Everton, arrisco deixar aqui uma notinha que espero nao achem afrontosa, para lerem quando voltarem da Av da Liberdade.
É que andava a intrigar-me esta má temporada da equipa de futebol, tao abaixo da época passada. Seria da táctica, ou da técnica, ou da condiçao física ou psicológica, ou que? Vendo apenas os golos no YouTube, sem acesso à ponderada análise do Rui Santos e ao debate dos tres marretas, nao conseguia formar um juízo da situaçao.
Mas hoje, assistindo aos 90 minutos em directo na televisao HD, tudo se tornou óbvio. É evidente que o baixo nível de rendimento da equipa é consequencia directa do actual baixo nível de apresentaçao dos jogadores. Sobretudo, claro, os cortes de cabelo. É completamente sem explicaçao, mas ainda assim inteiramente inadmissível, que entrem assim em campo. Nao estou a brincar. Entrámos num século novo, estamos a tentar sair da crise económica, corrigir o clima e combater o terrorismo: é preciso lavar a cara e cortar o cabelo direito, caramba!
A vergonha desta noite bastou. Alguém me prometa depressa que, enquanto andarem naquelas figuras, os Liedsons, os Djanniks e os Velosos nao vestem a camisola da selecçao nem chegam perto da África do Sul.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sustos matinais

Claro que na cidade há outros, e porventura maiores, imprevistos.
Mas aqui acontece, certas manhas em que saio muito cedo de casa, quando o dia ainda está a raiar e apenas se veem algumas luzes nas janelas, quando o único sinal de haver mais vida na rua sao as garrafas de leite e os jornais deixados às portas por alguém que já nao vejo, quando o silencio ainda é tao grande que escuto cada um dos meus passos e a minha respiraçao contra o ar gelado, perceber sem querer pelo canto do olho um movimento numa sebe ao pé de mim, ouvir um restolhar de ramos e folhas que se confunde com um bater de asas, estacar de repente o passo com o coraçao aos pulos porque uma sombra preta se cruza mesmo à minha frente, e depois ficar a ver afastar-se para a árvore mais próxima o melro que eu sem querer desinquietei, assim logo pela manha.

Notícias do meu país II

Já que nos pusemos a falar de livros, mas sem pretensoes de fazer disto o Bouillon de Culture, nem sequer de prolongar o tema por muito mais tempo, poderia alguem só perder uns minutos para me explicar o que é isso da Flor Caveira? Nao levem a mal, mas é que este Capacete funciona pouco daí para aqui...
Uns blogues alertaram-me para a existencia do Tiago Guillul e do Samuel Úrias, e também dos B fachada. Quem é essa gente estranha? Nao consegui evitar simpatizar com o pastor baptista do panque roque, numa entrevista que ouvi... Mas depois alguém disse que eles eram "cantautores", os verdadeiros herdeiros do Zeca e do Sérgio, e eu fui ver no YouTube... Nao é assim uma coisa tao boa que nos faça voltar a correr para Portugal, pois nao?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O hábito da leitura

Eu, no comboio, volta-nao-volta canso-me de jogar ao mini-golf do telemóvel e leio um livro.
Este último saiu um bocado maçudo: sao mais de trezentas páginas em caracteres miúdos e espaço simples entre as linhas. Peguei nele cheio de curiosidade, porque nunca tinha lido nada escrito por uma empresa de correio internacional e porque tinha ouvido uns rumores sobre cenas sexuais escandalosas para a época.
Mas, agora que já estou perto do fim, começa a assaltar-me a dúvida: ou as cenas estao todas nas últimas páginas; ou eu nao percebo o suficiente de ingles; ou eu nao percebo o suficiente de sexo. Seja como for, é um dos romances importantes do séc. XX, e daqui a uns dias já me posso gabar de o ter lido no original, na ediçao da Penguin.
Enfim. Isto era só um exemplo, para retomar o tema já aqui abordado dos hábitos de leitura em Portugal e em Inglaterra, e expor a minha tese de que, mais importante que as motivaçoes, sao as condiçoes. Afinal, quanto é que custa ler?
Nao perdi muito tempo com esta pesquisa. Mas tomemos como referencia um romance universalmente reconhecido, com direitos de autor ainda vigentes, escrito numa terceira língua: "O Nome da Rosa". Na FNAC, custa €20.50. Na Waterstone's, que é o equivalente, custa £5.99. Na Oxfam, a loja de referencia para discos e livros em 2ª mao, compra-se por menos de duas libras.
E claro que também se pode requisitar na biblioteca municipal, gratuitamente. Eu já vos disse que aqui, ao sábado de manha, se forma uma pequena fila em frente à biblioteca antes que abram as portas? É emocionante.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Five a Day

Nao é o último da Enid Blyton, mas sim o título de uma campanha com que o governo aqui tenta promover hábitos de alimentaçao saudável entre a populaçao. Neste caso, refere-se às porçoes recomendadas de fruta ou de vegetais.

A coisa é séria. Tanto que, quando a Innocent (uma marca de sumos tipo néctar) anunciou que cada uma das suas garrafinhas correspondia a duas doses, em Londres ia caindo a Ponte e a Torre. Foram processados por publicidade enganosa, mas vejam lá que conseguiram prová-lo em tribunal e as vendas dispararam em flecha.

Entretanto, ao fim de um dia destes, eu vinha a tentar trabalhar numa mesa do comboio, apesar do ruído que um pai e o filho faziam na mesa ao lado. Munido que estava de papel e caneta, consegui registar esta elucidativa frase:
Come on, you be a good boy: finish all your crisps and I'll give you a sweet in the end!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Lamb

Provavelmente sem darmos conta, mantemos aí um hábito civilizadíssimo, que é distinguir o borrego do cordeiro. Se for borrego, é ensopado ou no forno à padeiro; se for cordeiro é a coisinha mais fofa, quando nao é o próprio Deus.
Aqui nao há cá subtilezas, é tudo Lamb. E eu nao sei se haverá perdao para isto mas, com a Missa ao fim da manha, cada vez que se fala em Lamb, cresce-me água na boca e começo logo a sonhar com Korma, Vindaloo, Jhal Frezie ou Biryani. Que seja sempre of God é uma decepçao enorme, que nunca deixa de me surpreender.