domingo, 7 de novembro de 2010

Novo capacete





A celebrar os 38 em versao ecológica.

Hoje fiz anos

Nao fiz posts

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eu antes pensava

que nao ter tempo para se coçar era só uma força de expressao.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Este post é tao estúpido, tao estúpido, até parece que eu nao sei que há uma crise do caraças por causa do OE


Having had so little experience of staying in hotels and not being fully familiar with the language, he didn´t quite understand what the waitress asked him, just after he had ordered his breakfast.
- Pardon...?
- Your toasts, sir. Would you like them in brown or white bread?
Demorou uns segundos. Depois lembrou-se que também uma vez num restaurante lhe tinham perguntado como é que preferia o bife, se bem ou mal passado, e de repente a pergunta fez sentido. Tentando nao demorar mais do que se tivesse estado apenas a ponderar, pos um ar decidido e respondeu:
- Medium, please.


(porque nao sabia dizer douradinhas em ingles)

And now for something completely new

De tanto falar em crianças, este blogue está a ficar perigosamente parecido com o cocó na fralda.
Embora os projectos, de certo modo, também sejam nossos filhos, fica aqui isto para desanuviar. Tenho muito orgulho nele, mas é forçoso dizer que o mérito é todo do MM e da PM.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Anatomia de pai

Voltámos ao mesmo. A Ana com a nobre missao de amamentar um bebé, eu com a ridícula incumbencia de o fazer arrotar. De dia, vamos alternando e mantendo a compostura; mas à noite tudo muda: pelas duas começamos a desentender-nos sobre aquilo de que ele precisa e às cinco em ponto estala a discussao sobre afinal quem é que teve a ideia.
(Escusado será dizer como é que acaba. Os meus filhos sao os únicos bebés do mundo que arrotam mais do que mamam; arrotam em seco, os pobrezinhos, para fingir que estao satisfeitos. É muito triste.)
Lembro-me de passar horas com a Sara, andando para trás e para a frente no corredor da casa da Rua Infantaria 16, de pé descalço no chao de corticite, a cantarolar no escuro cantigas inteiras sem conseguir sair da mesma nota. Lembro-me da facilidade com que a carregava, e sobretudo da naturalidade com que ela em mim se encaixava: pernas dobradas no meu braço, rins apoiados pela minha mao livre, barriga para baixo sobre o meu ombro, cabeça ligeiramente arqueada para trás e para o lado, encostada ao meu pescoço. Podia durar a noite toda: quando temos 28 anos, e é o primeiro filho, é um prazer.
Cinco anos depois nasceu a Matilde. Foi com espanto que a vi crescer, ganhar peso aos poucos e assumir exactamente a mesma postura da irma. Como se houvesse uma memória hereditária ou, talvez mais propriamente, uma inescapável complementaridade anatómica entre pais e filhos; entre corpos de peso e tamanho tao diferentes, que a natureza caprichosamente desenhou para que se entrelaçassem dessa forma. Podia durar a noite toda: quando temos 33 anos e o nosso filho sobreviveu, é um prazer.
Agora nasceu o Miguel e (embora aqui seja opcional) a Ana insitiu em traze-lo para casa. Olhando para o tamanho do menino, ve-se logo que a mae está a cumprir o seu papel na perfeiçao. Mas os passeios nocturnos com o pai nao estao a correr assim tao bem. Eu acho que me lembro da posiçao certa e esforço-me por mante-lo lá. Mas ele torce-se, empurra-me e, quando eu me canso, escorrega-se-me pelos braços, até ficar com a cabeça ao nível do meu peito. Descobriu ali na zona abdominal uma ligeira saliencia, onde gosta de se sentar à chines, vejam só!
Enquanto ando à roda na sala, dou por mim a pensar: sao os meninos que sao diferentes das meninas? é só este que é especial? fui eu que perdi o jeito? mas, no fundo, sei que a resposta é outra, e mais cruel: é que a minha anatomia já nao é o que era!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Matemática de problemas


Nao é problemas de matemática.
A matemática dos problemas é assim:

Imaginemos um casal.

Se nao tiver filhos, nao tem problemas.
0 filhos = 0 problemas

Se tiver um filho, tem um problema:
1 filho = 1 problema (filho A)

Se tiver dois filhos, tem tres problemas:
2 filhos = 3 problemas (filho A, filho B, filhos A+B)

Se tiver tres filhos, tem sete problemas:
3 filhos = 7 problemas (filho A, filho B, filho C, filhos A+B, filhos A+C, filhos B+C, filhos A+B+C)

Portanto os problemas aumentam de forma exponencial em funçao do crescimento aritmético dos filhos. Pena é que isso só se torne evidente a partir do terceiro. Ao segundo a coisa ainda passa despercebida.